SDD: como escrever a especificação que um agente de IA consegue seguir
SDD, Spec-Driven Development, funciona quando a especificação responde 3 perguntas antes da primeira linha de código: o que e por quê, como e dentro de que restrições, e como saber que terminou. Um agente de IA não deixa uma pergunta sem resposta. Se a especificação não diz o que fica fora do escopo, ele decide sozinho. Se não diz qual padrão de arquitetura seguir, ele escolhe um. Se não diz o que conta como pronto, ele para quando o resultado…
Harness engineering: como saber se o código do seu agente de IA está pronto
Harness engineering é a camada de testes que prova, com evidência, se o código escrito por um agente de IA funciona, e não apenas parece funcionar. Um agente de IA entrega código em minutos. Saber se esse código está pronto para produção continua levando o mesmo tempo de sempre, a não ser que exista uma infraestrutura de teste desenhada para essa velocidade. Harness engineering é a disciplina de construir essa infraestrutura: um conjunto de testes, avaliação em lote e portões…
Automatizar a nuvem em 4 passos: meça, escolha, teste e só depois escale
Automatizar a operação de nuvem inteira de uma vez, sem medir nada antes, é a decisão mais cara que uma liderança de TI pode tomar sem perceber. Automatizar bem a operação de cloud segue uma ordem: medir o que a operação já custa, escolher um único serviço para o primeiro piloto, rodar o agente em modo recomendação, e só então liberar execução autônoma em escala. Pular direto para o último passo é onde a maioria das empresas perde dinheiro e…
AI Developer Platform: sua engenharia está pronta para desenvolvedores artificiais?
Quando os agentes de IA viram parte da capacidade de entrega, uma AI Developer Platform passa a servir Developers humanos e artificiais. A alternativa é cada time seguir por conta própria, com o custo que isso acumula. De licença de copiloto a estratégia de plataforma Hoje 84% dos desenvolvedores já usam ou planejam usar ferramentas de IA no trabalho (Stack Overflow, 2025). A adoção aconteceu de baixo para cima, squad por squad, cada um escolhendo seu copiloto, seu agente e…
MCP e Tool Use: como os agentes de IA acessam os sistemas da sua empresa
Tool Use dá ao modelo a capacidade de agir nos seus sistemas. MCP é o padrão que faz essa conexão sem integração artesanal para cada ferramenta. Os dois trazem ganho de capacidade e um novo tipo de risco junto. O agente que só sabe conversar A IA generativa já entrou na rotina de quase nove em cada dez empresas no mundo, e no Brasil faz parte do dia a dia de mais da metade dos usuários de internet. A dificuldade…
Modernização de legado com IA: onde a automação funciona e onde ela quebra
A automação já corta semanas do trabalho de entender e testar um sistema antigo. A conta fecha quando alguém que conhece o negócio decide o que preservar e o que aposentar. Por que o legado sempre volta à mesa do CTO No Brasil, 76% do investimento em TI das empresas vai para manter o que já está no ar. Sobram 17% para crescer e apenas 7% para transformar de fato o que existe, contra uma média mundial de 67% em…
Agentic SDLC: onde os agentes de IA realmente entram no ciclo de desenvolvimento
A pergunta mudou de "a IA escreve código mais rápido?" para "que parte do meu ciclo de entrega eu confio a um agente?". O copiloto já virou commodity Nove em cada dez profissionais de software já usam alguma ferramenta de IA no trabalho diário (DORA, 2025). O copiloto no editor deixou de ser diferencial competitivo e virou linha de base. Se todo mundo tem, ele não decide mais nada sobre quem entrega melhor. A conversa relevante para a liderança de…
Método BMAD: a resposta estrutural para quando vibe coding vira dívida técnica
O Método BMAD surge como uma resposta ao principal problema do vibe coding: transformar velocidade em resultado sem acumular dívida técnica. Vibe coding não é atalho, é dívida técnica com prazo de vencimento. Empresas que trocaram processo por prompt já sentem o preço: retrabalho de 30% a 60% em seis meses de adoção intensa e achados de segurança dez vezes mais frequentes em ambientes de produção. O problema nunca foi a IA escrever código. Foi ninguém decidir quem é dono…
Por que o projeto de Salesforce não acaba no go-live
A implementação entrega o sistema. O valor, e o custo, começam no dia seguinte. Todo projeto de Salesforce tem um dia de festa. O go-live acontece, a equipe comemora, a consultoria encerra o contrato e a liderança reporta ao board que a entrega foi concluída. Essa é a foto que engana. O sistema que subiu no go-live é a versão mais simples que ele jamais terá. A partir dali o negócio muda, os dados envelhecem, os usuários pedem ajustes e…
O verdadeiro ROI da IA nasce do redesenho do trabalho não da automatização de tarefas
Por Caio Laurino Enquanto muitas organizações usam agentes para fazer o mesmo trabalho um pouco mais rápido, as líderes estão reconstruindo processos inteiros ao redor da colaboração entre humanos e inteligências artificiais. Existe uma armadilha silenciosa na adoção da inteligência artificial pelas empresas. Enquanto executivos celebram horas economizadas, resumos gerados em segundos e apresentações produzidas em poucos minutos, a organização continua funcionando exatamente da mesma forma que antes. Podemos chamar esse movimento de “produtividade de planilha”: a ilusão de que…